filtro

{{block type="catalog/product_list" name="home.catalog.product.list" alias="products_homepage" template="catalog/product/list.phtml"}}

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ser professora_avaliar e ser avaliada



UFPB-Universidade Federal da Paraíba
Departamento de Ciências Exatas
Prof. Joseval Miranda Reis
José Eric Francisco da Costa
Matricula: 81311429

Avaliação da Aprendizagem
Síntese: Ser professora: avaliar e ser avaliada

Ø Ser professora: avaliar e ser avaliada

Um dos papeis mais presente no cotidiano escolar da professora é avaliar, que será composto por propor instrumentos de avaliação, elabora-lo, aplica-lo, e analisa-lo, além da difícil tarefa que é acompanha a pressão constante decorrente das repercussões que o resultados ocasionam nas vidas dos alunos.
Para elaboração e realização do processo avaliativo, a professora cerca-se garantias que o processo traga resultados verdadeiros, objetivos, fidedignos, que explicitem o “real valor de cada aluno”. Na relação professor aluno, interpõe-se instrumentos e procedimentos que viabilizam o distanciamento entre o professor e o aluno e que tem a finalidade de aferir o conhecimento que o estudante possui.
Tais instrumentos de avaliação serve para inibir a subjetividade da dinâmica escolar, e tornar-se um processo de avaliação quantitativa, em que seu resultado seleciona, classifica e “hierarquiza” o aluno em seu cotidiano escolar, e deixando explicito o seu modelo excludente.

Ø A professora no espelho
A condição de avaliadora da professora, muitas vezes é vista como uma relação de poder, mas apesar disso o cotidiano escolar ensina a professora duas lições contraditórias: é preciso classificar para ensinar; e classificar não ajuda a ensinar melhor, tampouco a aprender mais além de que classificar produz exclusão, e para ensinar é indispensável incluir.
Diversos professores afirmam que não gostam do tipo de avaliação classificatório, mas que sentem-se obrigados a utilizá-los, já outros não conhecem mais nenhum tipo, e por mais que tentem, não conseguem escapar desse tipo de processo no cotidiano escolar, sendo-os levados a procederem de acordo com modelo tradicional de avaliação.

Esse modelo de avaliação classificatório também atua sobre o ensino ou sobre a professora. Na medida em que o ensino também deve ser controlado e apresentar rendimento, ser eficiente e eficaz. A professora sabe, ou intui que ao recortar alunos, recorta a si mesma, que ao expô-los, também se expõe, e quando avalia, também é avaliada.

Ø Que respostas existem nas perguntas que faço?
O processo avaliativo acompanha o movimento de construção das ciências sócias caracterizadas por duas vertentes. O Dominante, que apresenta uma epistemologia e metodologia positivista, em que a manipulação do objeto de conhecimento está associada ao processo de compreensão, ou melhor de domínio de informações. Aonde será dada ênfase nos resultados alcançados e na possibilidade de qualificação.
A segunda vertente é a antipositivista que busca romper com a positivista e consolidar outro paradigma que ainda não foi plenamente definido, mas emergente na modalidade qualitativa da avaliação. Esse modalidade tenta responder a impossibilidade de a avaliação qualitativa aprender a dinâmica e a intensidade da relação aprendizagem-ensino, permitindo transformações no processo, dando ênfase aos aspectos subjetivos e coletivos da avaliação.
A vertente antipositista dá uma nova possibilidade de análise da aprendizagem e da avaliação dos alunos como sujeitos que aprendem, porém a classificação ainda articula todo o processo e de uma forma ou de outra termina atribuindo valores de ordem positiva ou negativa, dando referência continua ao ensino e não na aprendizagem.

Ø Desafios para uma prática tecida no cotidiano
As críticas aos modelos hegemônicos de avaliação não significam negação da relevância da avaliação para o processo aprendizagem-ensino. Pelo contrário, é sua importância e seu intenso movimento que mobiliza a participação de seu sentido e de suas práticas cotidianas. Na escola através das práticas escolas tornar-se evidente que os métodos aferição utilizados precisam ser transformados, e estão sendo transformadas por quem as realizam. No caso de outras práticas novas ou transformadoras, não passam de versões das que criticam.
A avaliação deve ser pensada como uma pratica de investigação, como uma possibilidade de distanciamento da avaliação classificatória. Nessa avaliação deve-se conter um conjunto de práticas escolares e sociais que enfatizam a produção do conhecimento, pois avaliação não pretende controlar e classificar o rendimento do aluno, tampouco pode ser, direta ou indireta, usada para controlar e classificar o rendimento da professora, como acontece no atual modelo de verificação.

REFERÊNCIAS
ESTEBAN, Maria Tereza. Ser professora: avaliar e ser avaliada. ESTEBAN, Maria Tereza. Ser professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Tereza (org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2005, p.13-37. 

Um comentário:

Unknown disse...

Esta síntese que foi produzida segundo o texto "ser professora: avaliar e ser avaliada", da Maria Tereza Esteban, retrata uma pratica escolar muito presente , aonde o professor que avalia o aluno, também estar sendo avaliado pelos alunos, mostrando que de uma forma positiva ou negativa, todos que estão presente no sistema escolar estar sendo avaliado por alguém, independente da relação de poder existente.