UFPB-Universidade
Federal da Paraíba
Departamento
de Ciências Exatas
Prof.
Joseval Miranda Reis
José Eric
Francisco da Costa
Matricula:
81311429
Avaliação da Aprendizagem
Síntese: Ser
professora: avaliar e ser avaliada
Ø Ser professora: avaliar e ser
avaliada
Um
dos papeis mais presente no cotidiano escolar da professora é avaliar, que será
composto por propor instrumentos de avaliação, elabora-lo, aplica-lo, e
analisa-lo, além da difícil tarefa que é acompanha a pressão constante
decorrente das repercussões que o resultados ocasionam nas vidas dos alunos.
Para
elaboração e realização do processo avaliativo, a professora cerca-se garantias
que o processo traga resultados verdadeiros, objetivos, fidedignos, que
explicitem o “real valor de cada aluno”. Na relação professor aluno,
interpõe-se instrumentos e procedimentos que viabilizam o distanciamento entre
o professor e o aluno e que tem a finalidade de aferir o conhecimento que o
estudante possui.
Tais
instrumentos de avaliação serve para inibir a subjetividade da dinâmica
escolar, e tornar-se um processo de avaliação quantitativa, em que seu
resultado seleciona, classifica e “hierarquiza” o aluno em seu cotidiano
escolar, e deixando explicito o seu modelo excludente.
Ø A professora no espelho
A
condição de avaliadora da professora, muitas vezes é vista como uma relação de
poder, mas apesar disso o cotidiano escolar ensina a professora duas lições
contraditórias: é preciso classificar para ensinar; e classificar não ajuda a ensinar
melhor, tampouco a aprender mais além de que classificar produz exclusão, e
para ensinar é indispensável incluir.
Diversos
professores afirmam que não gostam do tipo de avaliação classificatório, mas
que sentem-se obrigados a utilizá-los, já outros não conhecem mais nenhum tipo,
e por mais que tentem, não conseguem escapar desse tipo de processo no
cotidiano escolar, sendo-os levados a procederem de acordo com modelo
tradicional de avaliação.
Esse
modelo de avaliação classificatório também atua sobre o ensino ou sobre a
professora. Na medida em que o ensino também deve ser controlado e apresentar
rendimento, ser eficiente e eficaz. A professora sabe, ou intui que ao recortar
alunos, recorta a si mesma, que ao expô-los, também se expõe, e quando avalia,
também é avaliada.
Ø Que respostas existem nas perguntas
que faço?
O
processo avaliativo acompanha o movimento de construção das ciências sócias
caracterizadas por duas vertentes. O Dominante, que apresenta uma epistemologia
e metodologia positivista, em que a manipulação do objeto de conhecimento está
associada ao processo de compreensão, ou melhor de domínio de informações.
Aonde será dada ênfase nos resultados alcançados e na possibilidade de
qualificação.
A
segunda vertente é a antipositivista que busca romper com a positivista e
consolidar outro paradigma que ainda não foi plenamente definido, mas emergente
na modalidade qualitativa da avaliação. Esse modalidade tenta responder a
impossibilidade de a avaliação qualitativa aprender a dinâmica e a intensidade
da relação aprendizagem-ensino, permitindo transformações no processo, dando
ênfase aos aspectos subjetivos e coletivos da avaliação.
A
vertente antipositista dá uma nova possibilidade de análise da aprendizagem e
da avaliação dos alunos como sujeitos que aprendem, porém a classificação ainda
articula todo o processo e de uma forma ou de outra termina atribuindo valores de
ordem positiva ou negativa, dando referência continua ao ensino e não na
aprendizagem.
Ø Desafios para uma prática tecida no
cotidiano
As
críticas aos modelos hegemônicos de avaliação não significam negação da
relevância da avaliação para o processo aprendizagem-ensino. Pelo contrário, é
sua importância e seu intenso movimento que mobiliza a participação de seu
sentido e de suas práticas cotidianas. Na escola através das práticas escolas
tornar-se evidente que os métodos aferição utilizados precisam ser
transformados, e estão sendo transformadas por quem as realizam. No caso de
outras práticas novas ou transformadoras, não passam de versões das que
criticam.
A
avaliação deve ser pensada como uma pratica de investigação, como uma
possibilidade de distanciamento da avaliação classificatória. Nessa avaliação
deve-se conter um conjunto de práticas escolares e sociais que enfatizam a
produção do conhecimento, pois avaliação não pretende controlar e classificar o
rendimento do aluno, tampouco pode ser, direta ou indireta, usada para
controlar e classificar o rendimento da professora, como acontece no atual
modelo de verificação.
REFERÊNCIAS
ESTEBAN, Maria Tereza.
Ser professora: avaliar e ser avaliada. ESTEBAN, Maria Tereza. Ser professora:
avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Tereza (org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2005,
p.13-37.











Um comentário:
Esta síntese que foi produzida segundo o texto "ser professora: avaliar e ser avaliada", da Maria Tereza Esteban, retrata uma pratica escolar muito presente , aonde o professor que avalia o aluno, também estar sendo avaliado pelos alunos, mostrando que de uma forma positiva ou negativa, todos que estão presente no sistema escolar estar sendo avaliado por alguém, independente da relação de poder existente.
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